No Clima Olímpico - Filmes Esportivos
Primeira Parte
Pra entrar no clima olímpico e ainda assim manter a paixão pelo cinema em alta, nada melhor que assistir alguns filmes relacionados a esportes. E é por isso que criei esse pequeno quadro. Durante as Olimpíadas, falarei daquelas películas mais bacanas e que tenham em seu conteúdo algo relacionado a esportes. Não precisam ser clássicos inigualáveis tipo Touro Indomável. Podem ser obras graciosas, tipo a que inaugura esse quadro.
As competições de trenó na neve até não fazem parte dos Jogos Olímpicos. Ainda assim, Jamaica Abaixo de Zero (Cool Runnings, 1993) merece ser lembrado. O filme apresenta quatro jamaicanos que tem como sonho participar das olimpíadas de inverno. Hoje em dia, as mensagens edificantes apresentadas pela fita podem até soar chavonescas ou previsíveis. Ainda assim, na época do seu lançamento (logo após os jogos de Barcelona) o filme emocionou ao fazer o público se lembrar de que, muitas vezes nas competições, o importante mesmo é a disputa e não o resultado. No elenco, John Candy comanda o quarteto na improvável tarefa.
Falando nos jogos, o que foi o Oscar Schmidt hoje pela manhã, durante a abertura, choramingando por ter recusado de levar a bandeira do Brasil, na época que era atleta. Muda esse disco, rapá! Já entendemos tua lamentação.
Como se já não bastasse agüentar o Grêmio líder, o Ratinho de volta a TV e as Olimpíadas começando. William Hanna e Joseph Barbera executam saltos mortais em seus devidos túmulos.
filmado por Tiago às 4:56 PM |
Top 5
Pérolas da TV Aberta
Falar mal da TV aberta no Brasil é um clichê maior do que dizer que hoje em dia não tem mais bobo no futebol, ainda mais em épocas de constantes avanços tecnológicos e de crescimento inexorável da TV à cabo. Não dá pra negar que grande parte da culpa está nas próprias emissoras, que não se furtam em entregar programas lamentáveis para os pobres telespectadores - vide as programações dominicais ou qualquer coisa realizada pela Rede TV. Ainda assim, mesmo com certa dificuldade, é possível encontrar alguns pequenos oásis em meio a tantos desertos (e eu falando em clichês ¬¬). Nesse Top 5, indico 5 agradáveis programas da nossa televisão aberta. Algo tipo a subversão da década.
1) Custe o que Custar: já chamaram o programa da Bandeirantes de tudo: Pânico sem apelação, programa social e político mas divertido.. e por aí vai. O fato é que a trupe comandada por Marcelo Tas consegue divertir nem que seja na matéria mais prosaica. Pode ser uma visita ao município com o menor colégio eleitoral, ou um desfile de moda na grande São Paulo. Tudo é tratado de maneira inteligente, com sacadas impagáveis e que as vezes - algumas poucas vezes, diga-se - faz até lembrar, veja só, o Casseta e Planeta nos anos 80. Merece destaque o quadro Proteste Já em que o gauchão Rafinha Bastos faz reportagens com causas sociais. Mas sem a chatice habitual de um Globo Repórter.
2) O Jogador: o programa comandado por Brito Jr. e Ana Hickmann, todas as terças e quintas-feiras a partir das 23h, na Rede Record é daqueles imperdíveis. É simples, bem feito e serve pra matar a saudade de pérolas tipo O Show do Milhão. Em cada edição, seis jogadores passam por uma bateria de perguntas e respostas, divididas em cinco rodadas. A cada rodada um competidor - aquele que menos tiver acertado - vai sendo eliminado. O bacana é que as perguntas são inteligentes, curiosas e envolvem diversos temas. Os convidados, artistas decadentes ou do segundo escalão, pasmem, tornam a bagaça interessante, já que o prêmio de 50 mil para eles, muitas vezes é de extremo valor.
3) Altas Horas: o slogan é Vida inteligente na madrugada. Pena que a vida inteligente não possa ser no horário nobre ou até nas tardes de domingo, sobrando assim os sábados de madrugada para a atração. Tanto é que dessa lista, esse é o programa que menos assisto. O véio Serginho Groissman já era um cara bacana lá nos tempos de Programa Livre do SBT. Na Globo, com estrutura adequada, e convidados espertíssimos - recentemente já vi por lá o Wagner Moura, o Selton Mello, o Pato Fu e Paralamas - a coisa fica ainda melhor. Além disso o velho esquema da interação com a moçada, os temas de interesse geral e os quadros interessantes resultam, talvez, no programa mais completo da TV brasileira.
4) Astros: o SBT já não pode utilizar o nome Ídolos para a atração que vai ao ar todas as quartas-feiras, a partir das 20h. Ainda assim foi a emissora do graaaande Sílvio Santos a primeira a exibir por aqui a versão do original American Idol. Ok, você poderá dizer que o programa não passa de um punhado de zé-ninguém fazendo de tudo para aparecer. Talvez em parte seja verdade. Mas com um grupo de jurados notável e com formidável espírito crítico, o programa apresenta - especialmente na reta final - cantores e grupos melhores do que muita coisa que se vê por aí. Tudo sem perder o bom humor, já que pra isso serve recordar, eventualmente, o que de tosco já passou pelos palcos de lá.
5) Toma Lá Da Cá: longe de ser o melhor programa de humor da história, o seriado, exibido todas as terças-feiras depois do Casseta e Planeta tem um trunfo: os roteiros impagáveis de Miguel Falabella. Não dá pra negar que o cara tem um tino quase irretocável para o humor. Poucas pessoas sabem criar personagens tão caricatos, bordões tão inteligentes e histórias tão rocambolescas como o cara. Pena a irregularidade do negócio que apresenta um episódio engraçado e dois não. No bolo todo, quem rouba a cena são as atrizes vindas do teatro: a Alessandra Maestrini, que interpreta a polaca Bozena e a Stella Miranda - a minha preferida - que representa a implacável síndica Dona Álvara.
Quadro do CQC com Felipe Andreoli zoando na Espanha
Se você não curtir, pode procurar algo melhor. Tipo as competições de Ginástica Artística durante as Olimpíadas. *vomita*
filmado por Tiago às 3:17 PM |
Segunda-feira, Julho 28, 2008
Música na Cabeça
Se existe um quadro que eu curto no finado(?) Pânico na TV é o Karaokê do Pânico, que sobrevive sem percalços dentro de um programa que caminha lentamente para a extinção. Ontem à noite, então, foi hilário. Os caras pegaram o clássico The Winner Takes it All dos suecos do ABBA e a traduziram de forma impagável. Fiz questão de catar a bagaça no Youtube pra trazer pra vocês.
E falando em ABBAque eu adoooooooro, muito em breve será lançado por aqui o musical Mamma Mia com Pierce Brosnan e Meryl Streep e que conta com as músicas do grupo na trilha. Na trama, Meryl Streep é Donna, dona de um pequeno hotel e mãe solteira da espirituosa Sophie (Amanda Seyfried), que vai casar. Donna precisa superar o fato de que irá ficar sozinha e convida duas amigas especiais para o casamento da filha, do tempo que era vocalista de uma banda chamada Donna and the Dynamos. Enquanto isso Sophie convida 3 homens especiais, buscando saber a verdadeira identidade de seu pai.
The winner takes it all
The loser standing small
Beside the victory
That's a destiny
filmado por Tiago às 6:47 PM |
Rapidinhas do WAT
Existem filmes que já nascem como clássicos e Sangue Negro (There Will Be Blood, 2007) é um desses. Como se fosse um Assim Caminha a Humanidade do ano 2000, a obra do ótimo Paul Thomas Anderson (Magnólia) narra a ascensão de Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis) no mercado do petróleo, no início do século passado. Ambicioso, não medirá esforços para aumentar ainda mais seu poder, obtendo concessões, comprando terras e fazendo promessas de uma vida melhor para humildes moradores, mesmo que para isso tenha de utilizar estratagemas quase sempre inadequados. É do encontro com o pastor Eli Sunday (Paul Dano, fantástico) em uma certa comunidade que um jogo de poder envolvendo dinheiro e religião se inicia, prenunciando intermináveis momentos de tensão ao espectador. Tudo embalado pela trilha sonora irretocável de Jonny Greenwood.
Pra quem gosta de: cheiro de gasolina, Kid A do Radiohead, sermões da Igreja Universal e Assim Caminha a Humanidade
Nota: 10.
filmado por Tiago às 6:17 PM |
Quarta-feira, Julho 23, 2008
Resenha - Cinema
Wall-E (Wall-E)
De Andrew Stanton. Com vozes de Ben Burtt, Elissa Knight, Jeff Garlin e Sigourney Weaver. Animação, 2008, 97 minutos.
Já se foi a época em que o lançamento de um filme infantil significava entretenimento apenas pra molecada. E a Pixar tá aí pra não me deixar mentir. Depois de Toy Story, Carros, Monstros S.A., Ratatouille, entre outros, agora é a vez de Wall-E, o simpático robozinho, alegrar a molecada e também os adultos. Solitário em uma terra destruída, no ano de 2700, Wall-E tem uma ingrata tarefa: limpar todo o lixo deixado pelos terráqueos que hoje em dia vivem no espaço.
Em linda cena, Wall-E e Eva celebram no espaço
E a primeira metade do desenho se dedica de forma integral e, porquê não, singela, ao mostrar esse processo. Wall-E segue a sua rotina diária de organização e limpeza de toneladas de lixo e que, metaforicamente, formam hiperbólicos arranha-céus. Sua vida pacata ao lado das baratas - único ser vivo que sobreviveria a catástrofes nucleares, de acordo com especialistas - é interrompida por uma nave que trás a terra a robô Eva, que possui outra diretriz: tentar buscar algum sinal de vida no planeta arrasado. Como nas comédias mudas de Charles Chaplin, Wall-E - o vagabundo da vez - faz de tudo para tentar se aproximar da nova visitante, com atitudes que beiram o pueril, mas que demonstram inacreditável pureza de espírito. Quando Eva completa sua missão, ela é recolhida pela mesma nave que a deixou e aí entra a segunda e, surpreendente, segunda parte. Como se fossem Claudete Colbert e Clark Gable no clássico Aconteceu Naquela Noite de Frank Capra, Wall-E e Eva fogem de outros robôs, tentando em meio a isso fazer com que o Capitão da nave, perceba a importância da descoberta de Eva. Contar mais, inclusive, seria estragar as gratas surpresas que a obra revela. Abusando da crítica social - que se torna ainda mais interessante, por se tratar de um filme da Disney - e das referências sutis e inteligentes, o diretor Andrew Stanton constrói não só uma das melhores animações desse ano e sim, um dos melhores filmes de 2008. Simples, divertido e emocionante. Como faziam alguns cineastas na década de 30.
Nota: 8,5
filmado por Tiago às 4:29 PM |
Terça-feira, Julho 22, 2008
Parece Crônica
A Banalização do Piercing no Umbigo
Todo o dia era a mesma coisa. Chegava perto das 15h 30min e lá iam os quatro funcionários para o pátio da empresa para tomar um cafezinho ou fumar um cigarrinho. Eram conversas casuais, mas que no fundo tinham também outro motivo: espiar a estagiariazinha nova do quarto andar, que, também descia para o pátio com as amigas, para o breve happy hour.
A estagiária era como outra qualquer. Tinha os atributos todos no lugar, distribuídos de maneira magistral, como qualquer garota com idade próxima aos 18 anos. O que a diferenciava das demais era o piercing no umbigo. O maldito piercing no umbigo, que no ano de 2001 não era assim tão comum e que fazia com que os homens da empresa suspirassem ao tentar imaginar tudo aquilo que havia embaixo da blusinha branca e da calça jeans colada. O piercing chamava a atenção não só pelo seu caráter pouco usual, quase de subversão. Mas também por servir de metáfora perfeita para os pensamentos que embalam qualquer fantasia masculina.
Acontece que o tempo passou, a empresa cresceu, os funcionários aumentaram em quantidade e em mesma proporção aumentaram as estagiárias. A diferença das estagiárias de agora, para aquelas de alguns anos atrás era constrangedora: se em outros anos só aquele pitéuzinho usava piercing no umbigo, hoje em dia qualquer pança de xis possuía o artefato, o que acabava conferindo um certo aspecto de banalidade a jóia. Se observava isso no dia-a-dia também. No parque. Na calçada ou na praia. Na rua, na chuva, na fazeee.. vocês sabem o resto. O que no passado era peça que enfeitava poucas e lindas barriguinhas saradas, hoje era produto vendido em qualquer camelô, que era capaz de servir qualquer barriga.
Muitas coisas se tornaram banais com o tempo e não foram só os piercings no umbigo que quaaaaaase perderam seu encanto. Assim é com a violência na TV e também no cinema. Se em outrora, nossos pais e avós tremiam de medo só de pensar na possibilidade de um novo lançamento de Alfred Hitchcock, ou se cagavam ao assistir obras assustadoras como O Exorcista, hoje em dia o banho de sangue que os expectadores assistem em filmes como Jogos Mortais, Pânico na Floresta, Terror no Supermercado, Aeroporto Maldito e outras variáveis, chega a ser risível.
Hoje em dia o cinéfilo de carteirinha tem um sem fim de opções de suspense ou terror nas locadoras. Acontece que poucos deles são capazes de comover como os filmes de outrora. É como se a estagiariazinha gata tivesse se multiplicado centenas de vezes, com piercing e tudo, só que em versões pioradas.
filmado por Tiago às 6:08 PM |
Segunda-feira, Julho 21, 2008
Pirataria pra Chefia
Vocês já tiveram a oportunidade de assistir a algum DVD que, antes de o filme começar, apresenta uma propaganda anti-pirataria? São várias as peças e muitas delas são muito mais engraçadas que qualquer um dos últimos filmes do Adam Sandler. No vídeo abaixo tem a reprodução de uma delas. O melhor de tudo é o vendedor de DVD que rouba a cena, com aquela cara de Forest Whitaker da Avenida Paulista. E o final surpreendentemente maroto, claro.
Sério, quase que eu incluo esse post no quadro Cenas Mais Engraçadas da História.
Se não me falha a memória - e minhas breves pesquisas - o trabalho é da Produtora 31. Ou algo do tipo.
filmado por Tiago às 10:27 AM |
Sexta-feira, Julho 18, 2008
Resenha - Disco
Weezer (Weezer)
Como diz o velho chavão, se arrependimento matasse, eu tava morto e enterrado! Segunda resenha do meu novo contratado e ele vêm aqui pra detonar o Weezer, que é uma de minhas bandas preferidas? Como não ouvi o disco ainda, não posso fazer a defesa. E se a bagaça for ruim mesmo, detonemos juntos. Já que tirei o dia pra falar clichês, se não podemos vencer, juntemo-nos a eles.
Com vocês mais um ótimo texto do bibão grande amigo Henrique de Oliveira!
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Quando vi a capa, pensei: lá vem o Weezer com seu melhor disco! Este é o terceiro CD auto-intitulado da banda, mais conhecido como The Red Album (os demais foram o Blue e o Green). Deixaram a cor vermelha para a sua obra-prima, pensei. Infelizmente eu estava enganado. Se existe um Gre-Nal em que o vermelho perde, é esse dos álbums do Weezer. Não chega nem aos pés do clássico primeiro disco de 1994.
No Gre-Nal dos álbuns, vitória tricolor, afinal de contas
...alguma coisa aqueles putos precisam ganhar, né?
Há aqui, como sempre, alguns hits de letras engraçadinhas que vão agradar qualquer fã, tais como a primeira faixa Troublemaker e o primeiro single de excelente clipe Pork and Beans. A primeira parte é interessante e mantém um padrão de qualidade. De novidade, temos a faixa The Greatest Man That Ever Lived com seus quase 6 minutos de duração e trocentas mudanças de andamento, vocais em falsete e outras coisinhas mais. Não que a faixa seja uma maravilha, mas já é um mérito que a banda busque outras alternativas além do pop-rock habitual. A quase balada Heart Songs é bonitinha, mas não chega a emocionar. Everybody Gets Dangerous é interessante, com sua batida funkeada e final bacana. A segunda metade começa com Dreamin’, típica canção do Weezer, mas que muda e se perde do meio pro final, com passagens constrangedoras tipo I'm dreamin' in the evening/ i'm dreamin' all through the day/ and when I'm dreamin'/ I know that it's okay, terminando sem pé nem cabeça. A partir dessa música que o disco desanda, sendo as próximas 3 faixas compostas e cantadas cada uma ou pelo baterista, ou pelo baixista ou pelo guitarrista (só não me pergunte qual delas é de quem). As músicas parecem demos, toscas e, sem a qualidade do principal compositor da banda, Rivers Cuomo. Não entendo o porquê delas terem entrado no disco, talvez o Rivers quis ser bonzinho com os demais integrantes. Ou talvez não tinha material suficiente pra encher uma bolachinha. A última faixa, The Angel and the One é um final meio épico ao estilo Only in Dreams do primeiro álbum, que tenta recuperar o fôlego após sucessivos erros mas não consegue deixar no ouvinte uma boa impressão ao finalizar sua audição.
Nota: 4
filmado por Tiago às 9:03 PM |
Nerd Afú
Enquanto a maioria dos blogueirinhos metidos a besta escrevem seus textinhos a respeito do Batman - The Dark Knight, colocando seus pontos de vista e babando na interpretação antológica de Heath Ledger (aquela coisa clichê, diga-se) estou trabalhando até às 22 horas e 30 minutos da sexta-feira. E sabem o grande detalhe? Ainda que tivesse de folga, não assistiria a película..
..amanhã vou ao cinema para uma sessão de Wall-E que estreou essa semana nas salas lajeadenses.
É e tu aí em cima inventa de dar UMA risada.
filmado por Tiago às 8:01 PM |
Quinta-feira, Julho 17, 2008
Rapidinhas do WAT
O que tem de filme bom por aí e que foi solenemente ignorado no Oscar desse ano, não tá no gibi. O Jogos do Poder (The Charlie's Wilson War, 2007) é um desses. Na história, Tom Hanks é um congressista norte-americano, que passa a se interessar pela situação do Afeganistão que foi invadido pela União Soviética, durante a Guerra Fria. Para tanto, ele faz de tudo para levantar os millones necessários para financiar a batalha a favor do país do Oriente Médio. Em meio as causas nobres, prostituição, subversão e escândalos andam lado a lado com o político. Em tom bem-humorado, sem nunca pentelhar, Mike Nichols (um dos meus diretores preferidos, diga-se), constrói um filmaço que conta com Julia Roberts, Philip Seymour Hoffman e a gracinha Emily Blunt, no elenco.
Pra quem gosta de: sarcasmo, argumentação, Torre de Babel e filmes do Oliver Stone, mas engraçados.
Nota: 8,5
filmado por Tiago às 10:16 PM |
Quarta-feira, Julho 16, 2008
Separados no Nascimento
Não há como negar: o robô solitário Wall-E é a lata - com o perdão do trocadilho - do diretor existencialista Woody Allen.
filmado por Tiago às 9:23 AM |
Terça-feira, Julho 15, 2008
Pequenas Cidades, Internet e Bob Dylan
Não acredito que está sendo rodado um filme em Lajeado e região e eu cometi a gafe de não comentar nada. A obra Os Famosos e os Duendes da Morte tem direção do Esmir Filho e é baseada no livro do ator, escritor e amigo Ismael Caneppele.
Você leitor, certamente conhece parte da obra do Esmir. É dele o hilário Tapa na Pantera. Lembram?
No ótimo site Porta Curtas, você tem a oportunidade de assistir a outros curtas do diretor. Muitos deles foram premiados em diversos festivais ao redor do mundo. Recomendo Alguma Coisa Assim que apresenta a história de dois jovens amigos - Caio e Mari - que saem pelas ruas, em São Paulo, em busca de diversão e entre o barulho e a contemplação, acabam descobrindo mais sobre si mesmos.
Desde já, desejo toda a sorte do mundo aos envolvidos no projeto e, de quando em quando, novidades por aqui!
filmado por Tiago às 4:59 PM |
Jokerize That
Essa já saiu no Sedentário, no Ericão e provavelmente em uma penca de blogues e sites blogosfera afora. Que a Warner tá investindo pesado pra divulgar o Batman - The Dark Knight, todo mundo sabe. Tanto é que entre as campanhas, estão a criação de sites como o Por Quê Tão Sério? que serve para você se transformar em um capanga do Coringa.
Em meio a isso, ainda temos a revolta do grande vilão, que resolveu jokerizar alguns trailers da Warner, demonstrando toda sua insatisfação com o pessoal da produtora. Veja a versão de Eu Sou a Lenda com o dedo do palhaço!
O novo filme do Batimão estréia na próxima sexta-feira nos cinemas. Não em Lajeado, claro. Aqui vai tá passando Wall-E, ou algum filme infanto-juvenil dublado para desgosto do público adulto de cinema.
filmado por Tiago às 4:05 PM |
Segunda-feira, Julho 14, 2008
Velharia Cult
Gato Félix
É provável que a maioria dos leitores com menos de 20 anos nunca tenham ouvido falar do Gato Félix. Ainda mais com a quantidade absurda de opções de entretenimento - e também de desenhos mirabolantes, claro - existentes hoje em dia. E quem se lembra não vai me deixar mentir: o Gato Félix era - e ainda é - do caralho!
Surgido na época do cinema mudo, mais precisamente em 1920, o gato de corpo preto e olhos esbugalhados brancos conseguiu a proeza de se tornar o primeiro desenho animado famoso, do planeta. Até porque ele surgiu antes do Mickey Mouse, do Níquel Náusea, das Meninas Superpoderosas, do Japanimation e da Mansão Foster para Amigos Imaginários. Com sua inseparável maleta, que se transforma em qualquer coisa que der na telha, o gato enfrenta o Professor e seu ajudante Rock Bottom, que tem como grande ambição roubar a maleta multi-função.
Inclusive em um período em que o surrealismo começava a se espalhar pelas artes através do mundo, especialmente depois do lançamento do Manifesto Surrealista de André Breton, em 1924, nada mais natural que, também nos desenhos, aspectos como humor, sonho, contra-lógica e subversão também aparecessem.
*Pedantismo mode off
O Gato Félix fez parte da minha infância em inesquecíveis episódios que passavam no SBT. Na Globo parece que também passava. Mas não lembro dieito. Hoje em dia não há mais transmissão do desenho que, depois da criação do Mickey Mouse, passou por altos e baixos, idas e vindas, morando eternamente no coração dos fãs.
Os mais apaixonados podem encontrar nos livros ilustrados uma ótima alternativa pra matar a saudade. No Submarino e em tantos outros sites você encontra algo.
filmado por Tiago às 5:11 PM |
Comunicação Visual
Ia fazer um post só pra dizer pra vocês que agora estou respondendo comentários novamente. Então, para unir o útil ao (des)agradável, resolvi trazer de volta o quadro mais antigo desse blogue, ao lado de... todos os outros. A brincadeira é simples: ganha quem acertar o filme que a imagem representa. Fácil né?
filmado por Tiago às 10:38 AM |
Sexta-feira, Julho 11, 2008
Post Besta do Dia do Rock
Domingo é o Dia Mundial do Rock e, pra não deixar passar em branco, tive a genial idéia de fazer um Top 5 com os cinco filmes mais rock'n roll da história. Acontece que quebrei a cabeça, tentando lembrar as obras cinematográficas que homenagearam o estilo e tudo que consegui foi Amadeus do Milos Forman.
Você, leitor atento, poderá dizer por quê tu não fala do The Doors do Oliver Stone?. Não falo por dois motivos. Primeiro porque não vi o filme. Segundo, porque odeio Doors.
Beatles, Rolling Stones, Joy Division, Johnny Cash, Ray Charles, Kurt Cobain... todos esses e mais tantos outros já receberam filmes, biografias e documentários a respeito. Mas nada me empolgou. Vou esperar então as obras a respeito do Weezer, Radiohead, Travis, Blur e Killers.
*foge da pedrada do tiozão do rock que usa rabo de cavalo e que tem como música de cabeceira Love Me Two Times*
Guitarra usada por Jim Morrison
filmado por Tiago às 9:20 PM |
Quinta-feira, Julho 10, 2008
Cenas Mais Engraçadas da História (Quarta Parte)
Jesus Quintana Joga Boliche
Que os filmes dos Irmãos Coen são cínicos e debochados, muitas vezes de maneira sutil, todo mundo sabe. E com O Grande Lebowski, clássico de 1998 não é diferente. Jeff Bridges vive o Lebowski do título, um desocupado que gasta seu tempo ouvindo rock n' roll, jogando boliche com os amigos e filosofando bobagens, que resultam em diálogos impagáveis. A obra tem vários momentos hilários, especialmente aqueles que envolvem a parte em que o grande Lebowski é confundido com um milionário da Califórnia. Só que na minha opinião, nenhuma delas supera a aparição surpresa de John Turturro, como Jesus Quintana, um chicano jogador de boliche de estilo agressivo, mas que trata a bola com todo o carinho.
Gosto de Sangue, Barton Kink, Fargo, E aí meu Irmão Cadê Você?, Ajuste Final e mais recentemente Onde os Fracos não tem Vez... fica até difícil dizer qual a melhor película dentro da fantástica filmografia da dupla Joel e Ethan Coen. Corre já pra locadora e te diverte, rapá!
filmado por Tiago às 9:13 PM |
Rapidinhas do WAT
Em Senhores do Crime (Eastern Promises, 2007), Anna (Naomi Watts) é uma enfermeira que testemunha a morte de uma adolescente, no exato momento em que ela está dando a luz. Imbuída por um sentimento natalino, Anna decide ir atrás da família da garota. Mal sabe ela que sua busca resultará num envolvimento com o tráfico de sexo, comandado pela máfia russa. O elenco (além de Naomi, Vincent Cassel e Viggo Mortensen completam a trinca de protagonistas) já seria o suficiente para indicar a película. Mas a história, repleta de suspense, extremamente bem costurada e dirigida de maneira impecável pelo sempre competente David Cronenberg (dos recentes Marcas da Violência e Spider - Desafie sua Mente), fazem deste um dos melhores filmes do ano.
Pra quem gosta de: bons filmes. É o suficiente.
Nota: 9,5
filmado por Tiago às 8:43 PM |
Quarta-feira, Julho 09, 2008
Pílulas POP
Cinema, cinema, cinema e... cinema, claro!
Cês devem ter visto essa durante a semana: diversos sites publicaram a notícia de que a Warner estaria interessada em levar a série Friends para o cinema, especialmente depois do sucesso de Sex and the City - O Filme. Claro que era tudo mentira, desmentida no dia seguinte às especulações. Fica como consolo, a possibilidade de ver a Jeenifer Aniston como Rachel em qualquer um dos filmes em que ela atuou até hoje.
Essa foi uma das grandes notícias da semana: já estão confirmados o Sacha Baron Cohen (o Borat) e o Will Ferrel para interpretar Sherlock Holmes e o auxiliar Watson, em comédia que terá roteiro de Ethan Cohen, repetindo aí a parceria que já tinha rendido boas gargalhadas no hilário Ricky Bobby - A Toda Velocidade. Judd Apatow (de Ligeiramente Grávidos), vai ser um dos produtores.
Falando em Ricky Bobby, em pesquisa recente, realizada pela empresa britânica Denplan, o beijo entre Patrick Swayze e Demi Moore no filme Ghost do Outro Lado da Vida, foi eleito recentemente o melhor de todos os tempos, de acordo com o público do Reino Unido. E o que isso tem a ver com Ricky Bobby? Oras, num dos momentos mais impagáveis da película, o corredor Jean Girrard (Cohen), tasca um beijaço em Ricky, digno das primeiras posições! O beijo com macarrão entre os cães, no clássico A Dama e o Vagabundo, ficou em segundo lugar.
Recentemente saiu um boato de que o clássico Os Passaros de Alfred Hitchcock seria refilmado. Oras, uma notícia como essas, faria com certeza, o mestre do suspense se revirar no túmulo. Convenhamos, existem filmes que são definitivos e dispensariam facilmete essa mania de refilmagem que os produtores de Hollywood descobriram. Eis que abro as notícias do portal Terra hoje e uma das primeiras manchetes diz que Keanu Reeves protagonizará o remake de O Dia em Que a Terra Parou, clássico de Robert Wise. Parei tudo e fui vomitar.
Por fim, segue o trailer do esperadíssimo Ensaio Sobre a Cegueira, obra de Fernando Meirelles, baseada no livraço de José Saramago, que deve sair por aqui em breve.
Até a próxima!
filmado por Tiago às 3:43 PM |
without a trace, desde 2004 sendo líder de bilheterias.
direção
Este é um blog sobre cinema e entretenimento. E este que vos fala, que responde por Tiago Bald, apesar de ser um farsante que não entende porra nenhuma sobre o assunto citado, ainda se arrisca a escrever resenhas e afins. Funciona assim: vocês finjem que acham legal e eu continuo escrevendo, certo?